“CADA PACIENTE INTERPRETA A SUA DOR DE FORMA DIFERENTE. É PRECISO ESCUTÁ-LO E ACOLHÊ-LO, EM PRIMEIRO LUGAR”

Dr. Marcelo Valadares

Neurocirurgia funcional devolve qualidade de vida aos pacientes

Em meu consultório, recebo com frequência pacientes que vivenciam dores intensas e doenças neurológicas degenerativas que os impedem de viver normalmente. Entre essas doenças, existem os distúrbios ou transtornos do movimento, como a Doença de Parkinson, uma condição neurodegenerativa que afeta as células nervosas do cérebro que controlam o movimento, e a distonia, um distúrbio neurológico que causa contrações musculares involuntárias excessivas que podem ser dolorosas.

Atuo com esses distúrbios há quase uma década e é possível notar o grande impacto da Neurocirurgia Funcional na vida dos pacientes, pois são doenças extremamente incapacitantes, em alguns estágios evolutivos, e nós conseguimos devolver qualidade de vida a essas pessoas.

É importante dizer que as cirurgias de distúrbios do movimento, quando bem indicadas, podem fazer com que um paciente que não consegue desempenhar suas atividades básicas no dia a dia volte a ter uma qualidade de vida significativa. Isso é muito recompensador!

Quando os pacientes chegam pela primeira vez ao consultório, existe um sentimento de desespero pelo medo de ser uma situação irreversível e, geralmente, eles já passaram por ao menos dois outros especialistas.

São pacientes em busca de esperança para encontrar uma solução para sua dor crônica, dor de coluna ou outra condição, como distúrbios do movimento, doenças neuropsiquiátricas e outras patologias.

Somente atendimento particular

Atenção à dor

Uma subárea da Neurocirurgia Funcional, o Tratamento da Dor, quando sistematizado e atualizado, traz grandes benefícios, demonstrando que é possível fazer muito mais pelos pacientes. Nós conseguimos melhorar a qualidade de vida ou resolver problema de dor de vários pacientes que antes não tinham outras alternativas.

Muitas pessoas chegam ao consultório sentindo-se incompreendidas, tanto pela família quanto por outros profissionais que já foram consultados. É preciso explicar à família que não é frescura ou exagero, e oferecer um caminho que poderá levá-los ou a uma solução ou ao controle da doença.

Por isso, é preciso reconfortar, acalmar e acolher esses pacientes. Escutar com atenção procurando entender como eles interpretam as suas dores, pois cada pessoa tem um limiar de dor diferente. Alguns não toleram qualquer dor; outros vivem com dores intensas, mas o incômodo não os impede de trabalhar, por exemplo.

Por que escolhi a Neurocirurgia?

Sou apaixonado pela Neurocirurgia desde o início da faculdade, pois é uma área muito intrigante pela complexidade e pela sua importância. Estudamos um dos principais órgãos do corpo, o cérebro e toda a sua estrutura. É um universo desafiador, mas encantador ao mesmo tempo.

Na Neurocirurgia, uma especialidade cirúrgica extremamente delicada, conseguimos associar algo que é altamente complexo e misterioso, ainda do ponto de vista teórico, com uma habilidade manual extremamente refinada.

É uma área que trata problemas crônicos e incapacitantes, como epilepsia, transtornos do movimento e dor crônica, de uma forma que muitas vezes é pouco invasiva cujo objetivo principal é controlar ou resolver os sintomas, trazendo de volta qualidade de vida a esses pacientes.

A Neurocirurgia Funcional já existe há décadas e tem apresentado um desenvolvimento significativo, especialmente relacionado a procedimentos menos invasivos e à tecnologia, com destaque para a área de neuromodulação, com resultados em curto e médio prazos.

Atuação Profissional

Dr. Marcelo Valadares é neurocirurgião do Einstein Hospital Israelita e médico responsável pela área de Neurocirurgia Funcional da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Sua prática clínica concentra-se na neuromodulação aplicada ao tratamento de distúrbios do movimento – como o Parkinson –, dor crônica e epilepsia, além da realização de procedimentos e cirurgias menos invasivas da coluna voltadas a patologias degenerativas e síndromes dolorosas.

Como coordenador da pós-graduação em Neuromodulação do Einstein, atua na estruturação acadêmica e na qualidade científica do programa. Na Unicamp, participa da formação de médicos residentes em Neurocirurgia no Departamento de Neurologia da Faculdade de Ciências Médicas. É também responsável pelo fellowship em Dor do Grupo de Tratamento de Dor de São Paulo, onde atua na formação de especialistas na área. Ao longo de sua trajetória, ministrou cursos de estimulação cerebral, estimulação medular e tratamento intervencionista da dor para mais de 200 médicos no Brasil e na América Latina.

É fundador e diretor do Grupo de Tratamento de Dor de São Paulo, estrutura multidisciplinar voltada ao manejo integrado da dor.

Graduado em Medicina pela Unicamp, possui título de especialista em Neurocirurgia pela Unicamp/AMB e mestrado em Neurologia pela mesma instituição. É membro da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN), da International Neuromodulation Society (INS) e da Movement Disorders Society (MDS). Possui formação complementar em pesquisa clínica pela Harvard Medical School.

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